É engraçado e estranho, ao mesmo tempo, que eu diga que és rude, que tens a mania que és um sabe-tudo, que tenho saudades de ti, do teu cheiro, que fiquei pelo carinho e pela atenção e tu só ligues á parte do 'rude e mania do sabe-tudo'.
Olha T., também tenho saudades tuas, também me apetece ir ter contigo e dormir agarrada a ti. Mas tu, que me chamas de imatura, ages de forma igual ou pior. Magoar por magoar, que o fizesses com verdades. Eu não te disse o que disse para te deitar abaixo. Na verdade, eu disse o que sinto.
Tu sabes que és rude, tu próprio o dizes. Tu sabes que perdes-te valores - disseste-mo vezes sem conta e tens a mania que és um sabe tudo pelo modo em que interpretas o que digo e sinto.
Gostava de estar a dizer-te isto na cara, mas tu nunca deixas acabar de falar. Gostava também que não tivesses medo de mim, de nós.
Não sei o que sinto por ti... Neste momento deve ser uma mistura de amizade com desilusão e saudade.
Não peço que deixes de ser quem és, nunca to pedi, nem vou pedir. Só quero saber duas coisas, com muita sinceridade: se me queres e se tens capacidade para me ajudar a ultrapassar esta fase.
Não que tenhas o dever, mas se te importares, como demonstraste que importavas, será mais fácil.
Não tens que te comparar aos teus amigos, nem tão-pouco a qualquer outro rapaz. Não tens que pôr em jogo as nossas idades porque isto aconteceria a qualquer pessoa que passasse pelo que eu passei.
Não é com um clique que eu saberei se consigo ou não. É com tempo e paciência. E se antes tinha receio, agora ainda tenho mais por termos ficado como ficamos. Não perdi o desejo, pelo contrário.
Pederia-te para te tentares pôr no meu lugar, mas sei que não consegues.
O que quero dizer-te é que não me arrependo nada do que disse ou fiz. Que tenho saudades tuas e que tenho vontade de tentar um 'nós'.

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